Por muito tempo enveredei por estes caminhos tortuosos, sozinho.
Algo de esquecido nos processos enclausurados pelo luto estabelecido.
Revirei a terra em busca daquilo que sob sua frieza simplesmente passava silenciosamente... Exumei o que é mantido em segredo, expus as carnes podres sem pestanejar, os odores mefíticos trouxe à tona, os fiz tomarem o ar que nos circunda.
As degenerações tanto físicas quanto mentais, tudo aquilo que é ignorado, tudo em sua crueza mais torpe.
Entre palavras enlameei as mãos, assim como as cobri com o sangue ora rubro, ora Enegrecido fora da circulação.
Pelas entranhas o gosto pelo grotesco se misturou ao muco, aos excretas tão animais, impregnando em minhas narinas o cheiro que exala o corpo inerte. Infantes em matadouros, vilipêndios de carcaças ora já em suas tumbas, ora apodrecendo sob a sombra d'uma árvore, ou até "queimando" e sendo devoradas sob o sol escaldante. E todos apreciaram... Minha própria morte, experiências pós-mortais, cárceres privados, toda a sorte de relatos, de sangrias, de cânceres... À matéria, única coisa que importa, o seu fim. Não me arrependo de evocar em palavras a monstruosidade e a animalidade - quem sabe natureza, algo que duvido muito que exista, destes bichos feitos imagem e semelhança de alguma divindade que se auto-intitula: pai.
Caminhei a maior parte do tempo sem rimas, numa obscuridade, nunca as procurei e as que uma hora ou outra se mostraram ficaram a total encargo do acaso. Nunca considerei-me poeta, no máximo, por vezes, um doudo. Sem remorso algum, para o bem da verdade. Rimas não foram os alvos que tive em mente ao retirar de minhas próprias entranhas estas calamidades... Não me importo que outros as busquem, afinal. E para ti que até aqui caminha os olhos sobre estas linhas, minha última inspiração, em ambas as possibilidades, só me resta evocar as palavras d'um poeta: "Por ventura, meu Deus, estarei louco?!
Daqui por diante não farei mais versos."
Nem verso, nem prosa. Nada mais me interessa. Muito menos tuas palavras
Algo de esquecido nos processos enclausurados pelo luto estabelecido.
Revirei a terra em busca daquilo que sob sua frieza simplesmente passava silenciosamente... Exumei o que é mantido em segredo, expus as carnes podres sem pestanejar, os odores mefíticos trouxe à tona, os fiz tomarem o ar que nos circunda.
As degenerações tanto físicas quanto mentais, tudo aquilo que é ignorado, tudo em sua crueza mais torpe.
Entre palavras enlameei as mãos, assim como as cobri com o sangue ora rubro, ora Enegrecido fora da circulação.
Pelas entranhas o gosto pelo grotesco se misturou ao muco, aos excretas tão animais, impregnando em minhas narinas o cheiro que exala o corpo inerte. Infantes em matadouros, vilipêndios de carcaças ora já em suas tumbas, ora apodrecendo sob a sombra d'uma árvore, ou até "queimando" e sendo devoradas sob o sol escaldante. E todos apreciaram... Minha própria morte, experiências pós-mortais, cárceres privados, toda a sorte de relatos, de sangrias, de cânceres... À matéria, única coisa que importa, o seu fim. Não me arrependo de evocar em palavras a monstruosidade e a animalidade - quem sabe natureza, algo que duvido muito que exista, destes bichos feitos imagem e semelhança de alguma divindade que se auto-intitula: pai.
Caminhei a maior parte do tempo sem rimas, numa obscuridade, nunca as procurei e as que uma hora ou outra se mostraram ficaram a total encargo do acaso. Nunca considerei-me poeta, no máximo, por vezes, um doudo. Sem remorso algum, para o bem da verdade. Rimas não foram os alvos que tive em mente ao retirar de minhas próprias entranhas estas calamidades... Não me importo que outros as busquem, afinal. E para ti que até aqui caminha os olhos sobre estas linhas, minha última inspiração, em ambas as possibilidades, só me resta evocar as palavras d'um poeta: "Por ventura, meu Deus, estarei louco?!
Daqui por diante não farei mais versos."
Nem verso, nem prosa. Nada mais me interessa. Muito menos tuas palavras
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